CONJUNTIVITE AGUDA

A conjuntiva reveste a região posterior das pálpebras, estende-se para o espaço entre a pálpebra e o globo e sobre a esclera até a córnea. Este tecido pode responder a vários estímulos com quemose, hemorragia ou inflamação.

Em adição, existem duas neoplasias benignas comuns da conjuntiva:

1. Pinguécula é um acúmulo de material branco – amarelado adjacente à córnea tanto na posição de 3 ou 9h. Pode ter aparência feia, mas não possui tendência a crescer sobre a córnea e não necessita ser removido;

2. Pterígio é um crescimento carnoso de conjuntiva sobre a córnea e mais freqüentemente encontrado em climas quentes e secos. Este crescimento pode disseminar transversalmente e distorcer a córnea, induzindo astigmatismo e mudando o poder refrativo do olho. Em alguns casos, a remoção está indicada para reduzir a irritação e para impedir mudanças na visão.

Conjuntivite aguda.

É uma inflamação conjuntival aguda, geralmente causada por vírus, bactéria ou alergia.

Etiologia:

As viroses, especialmente as adenoviroses e bactéria e as alergias, são as causas mais comuns na população com boa higiene. Patógenos mistos ou não identificáveis podem estar presentes. A irritação conjuntival proveniente de vento, poeira, fumaça e outros tipos de poluição do ar freqüentemente estão associadas; a conjuntivite também pode acompanhar resfriado comum, erupções cutâneas (especialmente o sarampo) e irritação corneal devido à luz ultravioleta intensa de arcos elétricos, holofotes e reflexo da neve. A conjuntivite hemorrágica aguda, associada à infecção por enterovírus, tem ocorrido em surtos na áfrica e na ásia.

Sintomas, sinais e diagnóstico:

Características diferenciais nas conjuntivites:

Bacteriana: dor – lacrimejamento – fotofobia – edema palpebral moderado – secreção purulenta – prurido ausente – gãnglios normais;

Virótica: dor – lacrimejamento – fotofobia – edema palpebral ausente – secreção clara – prurido ausente – gãnglios aumentados;

Alérgica: dor – lacrimejamento – fotofobia – edema palpebral moderado a intenso – secreção clara – prurido intenso – gãnglios normais.

Deve ser feita a cultura da secreção, particularmente se for purulenta. Enquanto culturas podem ser executadas para doenças viróticas, meios de cultura de tecido especial são necessários para o crescimento do vírus.

O exame de raspado conjuntival irá excluir conjuntivite de inclusão, tracoma e conjuntivite primaveril: nos 2 primeiros, (ambos causados por chlamydia) os corpos de inclusão estão presentes; no último, eosinófilos estão presentes. Corpos estranhos retidos na córnea ou conjuntiva e abrasões corneais ou úlceras podem ser excluídos corando-se o olho com fluoresceína e examinando-o sob magnificação, com um foco (luz).

Tratamento:

Após examinar o paciente, o médico deve lavar as mãos perfeitamente e esterilizar seus instrumentos para evitar a transmissão da infecção. Deve-se dizer para o paciente utilizar somente suas próprias toalhas. os olhos devem ser mantidos livres de secreção e não ocluídos. Se infecção bacteriana for suspeitada, gotas de sulfacetamida sódica a 10% ou gentamicina a 0,3% devem ser aplicados por 7 a 10 dias 4 vezes/dia. Este tratamento pode ser utilizado para todas as formas de conjuntivite; uma resposta clínica precária após 2 ou 3 dias, indica que uma bactéria insensível está presente ou que a causa é virótica ou alérgica. A antibioticoterapia pode ser modificada, se necessário, quando os resultados de cultura e estudos de sensibilidade estiverem disponíveis. Os corticosteróides não devem ser utilizados, tanto separadamente quanto com antibióticos, até que um patógeno causador seja identificado ou excluído, já que o vírus do herpes simples pode estar presente e pode se espalhar da conjuntiva para a córnea, com conseqüente ulceração e perfuração. Se a alergia for provável com base na história e na falta de resposta à antibioticoterapia, a corticoterapia tópica (p. ex., colírio de acetato de prednisolona a 0,12%, 3 vezes / dia) pode ser iniciada. Com o uso a longo prazo de corticosteróides, a pressão intra-ocular deve ser monitorada e o cristalino examinado periodicamente para a detecção de catarata.

Sem mais,

São Paulo, 17 de Outubro de 2.006.

Atensiosamente,

dr. Wassen Zafer Mekari.
medicina e segurança ocupacional
crm: 29.817 (São Paulo – sp).
mtb: 12.758 (Brasília – df).

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